AIT sem erros: entenda os requisitos essenciais de preenchimento segundo a Portaria nº 354 da SENATRAN




O Auto de Infração de Trânsito (AIT) é um dos instrumentos mais importantes da fiscalização de trânsito no Brasil. É por meio dele que se formaliza a constatação de uma infração e se dá início ao processo administrativo que pode resultar em penalidades ao condutor ou proprietário do veículo. Justamente por isso, o correto preenchimento do AIT é fundamental para garantir a legalidade, a transparência e a segurança jurídica dos atos administrativos.


Nesse contexto, a Portaria nº 354 da SENATRAN surge como um marco normativo essencial, ao estabelecer diretrizes claras e padronizadas para o preenchimento do AIT em todo o território nacional.

O que a Portaria nº 354 da SENATRAN regulamenta?


  •  Preenchimento obrigatório x facultativo
  •  Códigos das autoridades e órgãos autuadores


Tabela de enquadramentos e gravidade das infrações

O anexo da Portaria nº 354 reúne um conjunto de informações técnicas e normativas que orientam os órgãos e agentes de trânsito quanto à correta lavratura do AIT. Entre os principais pontos abordados, destacam-se:


  • A definição dos campos de preenchimento obrigatório e facultativo do AIT;
  • A relação dos códigos das autoridades e órgãos autuadores;
  • A tabela de códigos de enquadramento das infrações, com indicação da gravidade;
  • A vinculação entre infração, órgão autuador e competência legal;
  • Outras informações padronizadas que garantem uniformidade ao sistema nacional de trânsito.


Esses elementos são essenciais para evitar falhas formais que possam comprometer a validade do auto de infração.


Um dos grandes avanços trazidos pela Portaria nº 354 é a clara distinção entre os campos de preenchimento obrigatório e aqueles de preenchimento facultativo no AIT.


Os campos obrigatórios são indispensáveis para a validade do auto, pois permitem:


  • A correta identificação da infração;
  • A individualização do veículo, proprietáio e, quando possível, do condutor;
  • A verificação da competência do órgão autuador;
  • O exercício do direito de defesa pelo autuado.


Já os campos facultativos, são aqueles que podem ou não ser preenchidos, a depender do contexto, e que podem gerar maiores informações sobre a infração.


A ausência ou o preenchimento incorreto de dados obrigatórios pode resultar na nulidade do AIT, razão pela qual o agente autuador deve observar rigorosamente as orientações da portaria.


Outro ponto de grande relevância é a padronização dos códigos das autoridades e órgãos autuadores. Esses códigos permitem identificar com precisão qual entidade foi responsável pela autuação, assegurando que a infração foi lavrada por órgão legalmente competente.


O anexo da Portaria nº 354 também apresenta a tabela de códigos de enquadramento, que relaciona cada infração ao respectivo dispositivo legal do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).


Essa padronização reduz erros de enquadramento, evita autuações indevidas e assegura maior coerência na aplicação das normas de trânsito.


O AIT não é apenas um registro administrativo: ele é o fundamento de todo o processo sancionador. Qualquer inconsistência, omissão ou erro material pode comprometer a legalidade do ato e gerar questionamentos administrativos ou judiciais.


Portanto, a observância rigorosa da Portaria nº 354 da SENATRAN é essencial para:


  • Garantir a validade do auto de infração;
  • Proteger o direito à ampla defesa e ao contraditório;
  • Conferir credibilidade à atuação dos órgãos de trânsito;
  • Promover maior segurança jurídica no sistema de fiscalização.


A Portaria nº 354 da SENATRAN representa um importante instrumento de padronização e qualificação da fiscalização de trânsito no Brasil. Ao detalhar os requisitos de preenchimento do AIT, os códigos de autoridades autuadoras e os enquadramentos legais das infrações, a norma contribui para um sistema mais justo, transparente e eficiente.


Conhecer e aplicar corretamente essas regras é dever dos órgãos de trânsito e também um direito do cidadão, que passa a ter maior clareza sobre como se estrutura a autuação e quais critérios devem ser observados em sua formalização. 


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